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FOME OU VONTADE DE COMER: O QUE VOCÊ ESTÁ SENTINDO?

Você já parou para pensar se o que você está sentindo é fome ou vontade de comer? Aliás, você já parou para refletir que existe uma grande diferença entre estes dois sintomas? Pense conosco: quantas vezes já falamos que estamos sempre com fome? Ou que temos fome de alimentos conhecidos tradicionalmente por serem “não saudáveis”? 

Mas é importante entender a diferença de manifestação entre a fome fisiológica e a vontade de comer. Compreender essa diferença é, também, uma das chaves para que possamos fazer escolhas alimentares mais conscientes – e comer sem o sentimento de culpa, algo que com certeza torna o ato de comer totalmente desconfortável.

Ao nos apropriarmos do que é fome e o que é vontade de comer, o primeiro fator a ser avaliado é o tempo, já que a fome fisiológica não aparece de maneira avassaladora e do nada, pois ela surge de maneira gradual. Ou seja, nossa fome tem estágios e vai crescendo com o tempo. Enquanto isso, a vontade de comer pode ser repentina. Isso porque ela pode ser estimulada por fatores emocionais, externos e sensoriais, como olfato e visão (ver uma fotografia bonita de algum alimento e sentir uma vontade instantânea de comê-lo, por exemplo). 

Outro fator é a questão que a fome fisiológica não é seletiva, ou seja, ela não necessita de nenhum alimento específico para ser satisfeita – um prato de arroz e feijão resolve a situação. Já a vontade e comer é mais específica: vontade de uma massa, vontade de sushi, vontade de chocolate.

É importante lembrar:

Isso não quer dizer que a fome não possa ser satisfeita com algo que tenhamos vontade de comer. Além disso, em alguns momentos também vamos comer mesmo estando sem fome e está tudo bem.

A nossa alimentação deve sim ser prazerosa, mesmo quando buscamos um estilo de vida mais saudável. Isso porque a nossa alimentação não gira ao redor apenas da nossa fome, mas também de fatores sociais e culturais. Não precisamos e nem devemos ignorar estes fatores para ter uma alimentação saudável e uma boa relação com a comida. O importante é justamente aprender a distinguir o que é fome e o que vontade de comer para que possamos fazer escolhas e não apenas comer “sem pensar” e no modo “piloto automático”. 

 

Referências

Kakoschke, N., Kemps, E., & Tiggemann, M. (2015). External eating mediates the relationship between impulsivity and unhealthy food intake. Physiology & Behavior, 147, 117-121.

Lee, Y. H., Kim, M., Lee, M., Shin, D., Ha, D. S., Park, J. S., Kim, Y. B., & Choi, H. J. (2019). Food Craving, Seeking, and Consumption Behaviors: Conceptual Phases and Assessment Methods Used in Animal and Human Studies. Journal of obesity & metabolic syndrome, 28(3), 148–157. https://doi.org/10.7570/jomes.2019.28.3.148

Conteúdo elaborado por Laura Hofmeister (Nutricionista da Do Nutrição) e adaptado por TAO Kombucha.

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